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Depressão no trabalho, um inimigo perigoso
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2020, a depressão será o segundo maior fator incapacitante do trabalho
Publicado em 26 de Março de 2015 às 14h29m - Atualizado em 26 de Março de 2015 às 14h29m
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Segundo o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), entre 2007 e 2009, o número de afastamentos do trabalho em decorrência de distúrbios emocionais saltou de 3.918 para 6.403 casos. Até 2007 a depressão não era notificada como um mal que poderia ocorrer em cosequência do ambiente de trabalho, até então a doença era subnotificada com outros nomes. Com a criação do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), a partir desse ano, a depressão passou a ser identificada e diagnosticada como uma das doenças causadoras de afastamentos do trabalho.

 Também segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão será o segundo maior fator incapacitante do trabalho no mundo, perdendo apenas para doenças cardíacas. Outro estudo feito pela Previdência Social, entre 2002 e 2005, aponta que os transtornos mentais e comportamentais já representavam, na época, 33,5% dos casos de afastamento do trabalho, um número bastante razoável, uma vez que nem sempre o problema está localizado em apenas uma pessoa da empresa, mas pode apresentar sintomas em vários membros de um mesmo grupo.

Condições de trabalho ruins, assédio moral (humilhações), exploração da mão-de-obra, excesso de cobranças e prazos, não reconhecimento financeiro, do desempenho e das qualidades do colaborador são alguns dos fatores que levam a depressão proveniente do ambiente de trabalho. Os sintomas mais comuns da doença são: insônia, irritabilidade, dores sem causa aparente, cansaço excessivo, queda de produtividade, perda do interesse pela atividade e dificuldades na tomada de decisões.

A doença que de forma geral atinge cerca de 127 milhões de pessoas em todo mundo, está mais próxima do que imaginamos e não é raro encontramos alguém que conhecemos, ou nós mesmos, apresentando alguns desses sinais. E é preciso ficar atento quando o que parece uma tristeza e irritação comuns tornam-se sintomas recorrentes.

Esse alerta vermelho deve ser redobrado em relação às mulheres, pois elas são as principais atingidas pelo problema: 25% dos casos, em contrapartida a 15% dos homens. Nelas a doença, além de todas as causas já citadas, é proveniente ainda, da discrepância entre um maior esforço no trabalho e a menor recompensa salarial, desequilíbrio entre vida profissional e pessoal e também a preocupação com filhos menores de 18 anos em casa.

Diagnóstico

Embora muitas empresas, hoje, estejam buscando criar um ambiente de trabalho harmônico, onde as qualidades dos colaboradores são reconhecidas, estimuladas, suas potencialidades valorizadas e seus esforços recompensados financeiramente e também que o sistema previdenciário brasileiro tenha criado mecanismos para identificar e tratar a doença, a maior dificuldade, porém, está no diagnóstico.

Por conta do medo de perder o emprego, futuras promoções, o trabalhador demora a procurar ajuda quando percebe sinais de que sua tristeza tornou-se permanente, o que pode causar evolução do quadro e dificultar ainda mais o tratamento. Um caminho contrário, pois muitas empresas, alegando queda de produtividade, optam pela demissão do empregado.

Se você se sente assim, procure ajuda especializada antes que seu problema evolua. Psicoterapias e medicação são os tratamentos mais usados atualmente. Mas você também pode se ajudar. Faça atividades físicas com frequência, procure ter um bom sono, cuide melhor da alimentação e evite substâncias como álcool e cigarros.

Não tenha vergonha de pedir ajuda. Cuide-se e Bom Trabalho!

 

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/depressao-no-trabalho-um-inimigo-perigoso/57491/
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